Livros

Resenha: Grimm’s Complete Fairy Tales

13/06/2014

Livro: Grimm's Complete Fairy Tales

Quando eu (finalmente) recebi este livro do Book Depository e postei a foto no Instagram, algumas pessoas me pediram pra escrever aqui no blog sobre o que eu tinha achado dele. Apesar da demora de quase dois meses (foi a compra que mais demorou pra chegar) fiquei bastante satisfeita com o produto e com a qualidade.

Grimm’s Complete Fairy Tales (682 pag.) é uma coletânea de mais de 200 contos compilados pelos irmãos Grimm. De nacionalidade Alemã, eles foram os responsáveis por coletar histórias que na época eram transmitidas apenas oralmente e transformá-los em registros escritos. Jacob (1785-1863) e Wilhelm (1786-1859) eram advogados, mas acabaram se encontrando na literatura, poesia e contos folclóricos. Também contribuíram muito para os estudos da linguística.

Esta coletânea foi publicada pela Fall Rivers Press (EUA) e contém histórias folclóricas bem conhecidas, como A Bela Adormecida, Branca de Neve, Cinderella, Rapunzel, Sapo Rei e tantos outros – que estão longe de serem simples “Princesas da Disney”. Originalmente foram compiladas pelos irmãos Grimm em Alemão, mas a edição é toda em Inglês.

O trabalho de editoração do livro é muito bem feito e as ilustrações são de Arthur Rackham. É um clássico da literatura que vale muito à pena ter e folhear por entre seus contos de tempos em tempos. As páginas são amareladas, de papel reciclado e por isso o livro fica bem leve para carregá-lo para onde quiser. Acho que pesa menos que um livro comum produzido aqui no Brasil.

Removendo a Jacket, temos uma capa dura e reforçada impressa em letras verdes. Também muito bonito – embora eu prefiro capas sem serem removíveis, com a impressão na própria capa dura.

Fiquei muito satisfeita com minha compra, esta é uma daquelas edições de colecionador que não conseguiria encontrar no Brasil tão facilmente e pelo mesmo preço (paguei 20 dólares). Recomendo a todos que gostam de contos de fadas, têm interesse em conhecer as histórias em uma versão mais antiga (e não água com açúcar) ou quem simplesmente quer ler um bom clássico da literatura estrangeira.

Grimm’s Complete Fairy Tales

Irmãos Grimm

Editora Fall Rivers (EUA)

682 p.

Links: Book Depository | Skoob | GoodReads

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Livros

Resenha: O Oceano no Fim do Caminho

07/06/2014

Oceano no fim do caminho (resenha) | Camile Carvalho #camilecarvalho

Não vou negar, este é um daqueles livros que não sabemos por onde começar e nem como fazer uma resenha à altura. Sempre achei muito mais fácil falar sobre o que não gosto, pois consigo pontuar cada item durante o percurso da leitura que me desagradou. No entanto, O Oceano no Fim do Caminho é justamente o oposto, superando todas as minhas expectativas e me deixando completamente sem chão.

Depois de ler algumas indicações de que o livro valeria muito à pena, resolvi dar uma olhada apenas na introdução para saber se era o tipo de história que me agradava. Quão grande foi minha surpresa que passei aproximadamente três horas com os olhos grudados no iPad sem conseguir fazer uma pausa, o lendo de uma só vez pela madrugada.

O Oceano no Fim do Caminho (Editora Intrínseca, R$ 24,90) é uma obra de Neil Gaiman e a primeira que li do autor. Conta a história de um homem de meia idade que retorna à cidade em que cresceu, na Inglaterra, mais precisamente quando tinha seus sete anos, e relembra de diversos acontecimentos que marcaram para sempre a sua vida.

Após o suicídio misterioso de um homem dentro do carro de seu pai e o aparecimento repentino de moedas por toda parte, o narrador – em primeira pessoa e de nome desconhecido – conhece uma menina um pouco mais velha, de onze anos, que mora com a mãe e a avó, todas muito misteriosas.

Vivendo algumas experiências insólitas, o menino passa a ser testemunha de vários segredos os quais não tem com quem compartilhar, já que sua nova babá também é uma peça-chave deste mistério. A narrativa feita pelo próprio personagem nos deixa em dúvida se tudo aquilo realmente está ocorrendo ou se faz parte de sua imaginação.

A questão é que durante alguns acontecimentos e diálogos um tanto irreais, o leitor se depara com várias possibilidades de reflexões profundas sobre diversos aspectos da existência. Fazendo um paralelo com arquétipos religiosos, é possível observar traços de elementos pagãos, budistas, védicos e principalmente científicos, relacionados à física e astronomia.

“Soube o que era o Ovo – onde o universo se iniciou, ao som de vozes incriadas cantando no vácuo – e eu soube onde estava a Rosa – a dobra peculiar de espaço no espaço em dimensões como origami e que florescem como orquídeas estranhas, e que marcaria a última época boa antes do consequente fim de tudo e o próximo Big Bang, que não seria, agora eu sabia, nem nada do gênero.”

A narrativa é tão leve e fluida que parece estarmos sobrevoando aquele ambiente etéreo, sombrio e onírico da estranha fazenda encontrada no ponto onde a estrada termina. O oceano representado no livro também é carregado de sentidos, nos fazendo pensar ao mesmo tempo que o que nos é apresentado não é real, mas que há uma possibilidade de ser.

Oceano no fim do caminho (resenha) | Camile Carvalho #camilecarvalho

É extremamente difícil tentar explicar em palavras o que Neil Gaiman conseguiu provocar com sua obra e certamente é um livro que pretendo reler em breve, para que seja possível identificar mais elementos interessantes ocultos em seu texto. Indico a todos que desejem ter uma experiência diferente com um livro, não apenas uma leitura superficial. É sem dúvidas aquele tipo de obra que nos faz pensar sem conseguir compreender direito o porquê.

“Eu me perguntei, como frequentemente me perguntava quando tinha aquela idade, quem eu era e o que exatamente estava olhando para o rosto no espelho. Se o rosto para o qual eu olhava não era eu, e sabia que não era, porque eu ainda seria eu não importava o que acontecesse ao meu rosto, então o que eu era? E o que estava olhando?”

GAIMAN, Neil. O oceano no fim do caminho. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.

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Veganismo

Veganos e Cruelty-Free: um pouco sobre produtos

27/05/2014

Produtos cruelty-free e veganos

Sou lacto-vegetariana caminhando em direção ao veganismo. Isso porque na verdade não tomo leite por causa da minha leve intolerância à lactose, me fazendo usar o prefixo “lacto” apenas por causa dos queijos que ainda estão na minha dieta. No entanto, ando reduzindo aos poucos a quantidade de queijo que consumo, tentando sempre que possível substituí-lo por outros ingredientes veganos. E estou indo bem neste processo, embora às vezes tenha uma recaída.

Com as mudanças na minha alimentação, estou buscando conhecer novos produtos em casas naturais, como o Mundo Verde por exemplo. A quantidade de farinhas orgânicas, mix de castanhas, alternativas ao chocolate é imensa e aos poucos estou testando, aprovando e muitas vezes reprovando também.

Já com cosméticos, não tenho uma grande quantidade de maquiagens, shampoos e cremes. Como compro apenas quando um acaba e tento usar o que tenho até o final, tento fazer uma compra consciente, levando pra casa apenas produtos fabricados em empresas livres de crueldade.

Além disso, ultimamente tenho buscado alguns produtos veganos (que não possuem ingredientes animais em sua composição) e após ler alguns blogs sobre o assunto, me animei a compartilhar aqui o que comprei e se deu certo ou não. Em alguns casos é muito simples fazer a opção por um produto cruelty-free, como por exemplo, um esmalte. Em uma fileira da prateleira temos esmaltes de empresas que realizam testes em animais e logo acima, a marca que não realiza. Com consciência, não fará diferença nenhuma em nossa beleza optar por uma marca em detrimento da outra.

Como identificar se os produtos são cruelty-free ou veganos?

Eu poderia dizer que basta olhar na caixinha da embalagem, que estaria escrito ali, se o produto tem ou não estas características, mas na realidade não é tão simples assim. Algumas marcas, como a Surya, Phytoervas e Éh Cosméticos deixam bem claro em suas embalagens que são veganas ou cruelty-free. A questão é que muitas outras marcas são de empresas que não realizam testes em animais mas não dão essa informação de forma clara – o que pra mim é algo estranho, já que tal informação atua como um diferencial. Eu mesma já deixei de comprar um cosmético que sabia que era cruelty-free por ter lido na internet, mas que não estava escrito na embalagem.

Produtos cruelty-free e veganos

Surya deixa claro em sua embalagem que é uma marca cruelty free e vegana

Ainda que eu considere pouco o que faço, fico feliz de estar fazendo algo. Quanto mais pesquiso e estudo sobre o assunto, mais seletiva fico e menos tenho vontade de comprar por comprar. Por este motivo decidi, além dos temas que já escrevo aqui, mostrar o que ando usando e dando minha opinião sincera sobre a qualidade do produto e o resultado que obtive.

Além de ser legal pra quem lê e também segue este princípio, é uma forma de guardar pra mim mesma as impressões que tive sobre algumas marcas, maquiagens, produtos de higiene e alimentos veganos. Só não prometo postar receitas porque acho que não sou muito boa pra escrever sobre isso. Mas quem sabe um dia? 🙂

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